Oi pessoas!
Quando eu entrei, hoje, no atelier para criar, estava muito pensativa. Pensando não só no que tinha lido no
blog da Alex, como em muitas outras coisas. Então criar foi muito gostoso e curtido. E lembrei de umas coisas que eu queria escrever no blog e de como, ao mesmo tempo em que eu escrevo prá caramba aqui, minha escrita é bem mais técnica do que eu realmente sou; eu devia tomar coragem e dizer mais sobre coisas que penso, ou que me inspiram, como faz a minha amiga
Ale, por exemplo (se você clicar no link no nome dela, vai cair na segundica dessa semana, mas vale à pena olhar todo o blog). Então, hoje eu estou inaugurando uma tag: Reflexões de artesã. Mas, primeiro, vamos à parte prática da postagem. As informações vão em inglês, mas é só seguir os links, ok?
Hello all, thanks for comming into my blog. I´m feeling very inspired today, but, lets go what made you come here: My card: This card was inspired by
Sketch 136 from Card Patterns, and
Designed2Delight Saturday Designer´s challenge que pedia uma imagem com folhas, ou folhas caídas. The stamp is from Dee Dee Digis, which closed and deleted all blogs so no way to linking.I Hope you enjoy it, it was made with lots of love.
Here, some details:
Bem, e como eu ia dizendo, a mais nova seção do blog:
Reflexões de Artesã #1: O Espírito dos Materiais.
Eu acredito que tudo tem alma. Pessoas, bichos, músicas, objetos. E acredito que nossos materiais têm alma, e às vezes eles gostam de serem respeitados, e até chegam a exigir isso. Três exemplos extremos: Você já comprou um papel achando que ele ia ser muito útil, e no fim, ele acabou engavetado por muito mais tempo do que imaginava? Já passou por uma situação onde achava que determinado papel ia ser perfeito para um projeto, e quando foi procurá-lo não achou, substituiu por outro, e ele apareceu assim que o outro estava colado no lugar onde você imaginava o bendito? Talvez esses papéis não quisessem ser usados. O contrário também acontece: Quando fui montar o cartão aí de cima nem pensei em usar o papelão ondulado. Até que estava procurando um pedaço de um papel da Basic Grey na pasta de retalhos e esse retalho de papelão (que, provavelmente, era a sobra
desse cartão) quase pulou na minha mão, já estava cortado do tamanho certinho e me ajudou a lidar com o relevo do fio de ráfia (vocês não podem imaginar a manobra que eu fiz ao colar isso para, ao mesmo tempo, não descolar tudo, nem amassar demais o papel com a imagem!). E olha que, nessa hora, eu já estava há alguns minutos pensando nisso de respeitar o espírito do material para escrever.
Respeitar o espírito do material não é, nem de longe, apenas saber se ele quer ser utilizado ou não, mas também saber como utilizá-lo de modo que ele, e seu trabalho, fiquem vivos, e a energia do material se realce.

No papel que eu usei para fazer esse cartão, por exemplo: Eu não consigo cortá-lo reto. Sinto que é uma violência contra essas bordinhas. Estão vendo que tem um cupcake e a palavra "party", cortados rente? Eles estavam na borda do papel, uma parte da borda vinha cortada.
Tem também o papel que eu usei na parte de baixo dessa página, que era um papel artesanal A4. Não achei outro jeito de cortá-lo, se não esse meio torto, me lembro muito claramente de, na hora, o papel "pedir" para eu não passar por cima, literalmente, dos ramos de folhas.
Um outro exemplo no "pergaminho" abaixo. Antes, uma nota: Essa imagem faz parte de um passo-a-passo de envelhecimento de papel, que muitos amigos da Toca São Paulo pediram, e que está no forno. Bem, vamos a ele:
Grande parte do poder do efeito de desgaste está em usar a tinta nos lugares onde o papel já tinha ranhuras, e pincelar na mesma orientação dessas ranhuras. A mesma coisa vale para quando usamos gel envelhecedor em MDF. Para colorir carimbos e digis, também, dependendo do desenho do digi/carimbo e do tipo de papel que voce usou. Respeitando seu material, seu trabalho fica mais bonito, e em destaque.